A classe operária vai ao paraíso. O filme de 1971 retrata bem a realidade de hoje. Atualmente, a então chamada classe operária pode ser analisada como a Classe C e essa tem cada vez atingido patamares antes inimagináveis. Recente estudo revela que essa parcela da população dá um novo passo à melhoria de suas condições de vida.
A classe C é, hoje, dona de 1,46 milhão de casas e apartamentos de veraneio, o equivalente a 37,1% do total. Já a classe A possui 1,25 milhão (ou 31,8%) e a classe B, 1,23 milhão (31,1%) de casas como essas. As razões dessa mudança são a melhoria da renda, o aumento do emprego formal e o amplo acesso ao crédito como razões para a entrada da classe C no mercado.
O levantamento, que foi feito a partir de dados coletados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) e dos censos de 2000 e 2010, realizados pelo IBGE, mostra que,na ordem, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Salvador são as capitais com o maior número de pessoas com casas na praia ou no campo. Completam o ranking, Rio de Janeiro, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte e Fortaleza.
O litoral sul de São Paulo, principalmente Santos, é a região mais procurada por essa parcela da população. A proximidade com a Capital, as facilidades, infraestrutura e melhor qualidade de vida são os requisitos apontados como o que fazem com que se opte por uma cidade.
A pesquisa mostra que a maioria famílias da classe C que compram a segunda casa tem renda média de R$ 2.374,00 e já têm casa própria. Uma curiosidade: geralmente, a classe C compra a casa de forma cooperada, junto com o irmão, tio, primo, e dividem o imóvel.
De acordo com levantamentos, o Brasil ganhou em dez anos 1,25 milhão de casas de veraneio. Em 2000, eram 45,8 milhões de moradias fixas e 2,69 milhões de residências de veraneio. Em 2010, os números eram 57 milhões e 3,94 milhões, nessa ordem.
O filme "A classe operária vai ao paraíso" de 1971 reflete a realidade atual da chamada classe C, que tem conseguido melhorar suas condições de vida. Recentemente, um estudo revelou que a classe C possui 1,46 milhão de casas de veraneio, superando a classe A e B nesse aspecto. A melhoria da renda, o aumento do emprego formal e o acesso ao crédito foram citados como fatores que impulsionaram a classe C neste mercado imobiliário. Capitais como Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Salvador se destacam nesse cenário, sendo o litoral sul de São Paulo, principalmente Santos, a região mais procurada por essa parcela da população.